
Com falta de encomendas, sem dinheiro para pagar salários, dívidas à Segurança Social, e a crise que aí está, a Fábrica Bordalo Pinheiro, segue os passos da indústria cerâmica da região, e corre o risco de encerrar um dia destes, pondo no desemprego mais 170 trabalhadores.
Embora com cerca de 90% do negócio na exportação, a Bordalo Pinheiro, empresa nacional, não tem merecido da parte do Governo a atenção dispensada, por exemplo, às estrangeiras AutoEuropa e Quimonda. Para que servem, se é que existem, as tais linhas de crédito para as PME de que ouvimos falar todos os dias?
Dispondo de um espólio de mais de mil moldes originais, e de artesãos e técnicos capazes de continuar a recriar figuras tão emblemáticas como o Zé Povinho ou o São Jorge e o Dragão, esta fábrica de cerâmica das Caldas da Rainha faz parte do património vivo do País, e também por isso não a devemos deixar morrer.
Para além da chamada de atenção, e da exigência para que o Governo não fique mais uma vez a olhar para o lado, vamos lá mostrar a nossa solidariedade, e toca a ir já comprar um Zé Povinho, ou outra das belas peças de cerâmica criadas pelo talento de Rafael Bordalo Pinheiro.



Peças pertencentes ao Museu Bordallo Pinheiro (Zé Povinho e azulejos) e Colecção Berardo (vaso).Ver Catálogo da Fábrica.NOTA em 25/2/2009Carta Aberta ao Presidente da República, ao Primeriro Ministro e ao Presidente da Assembleia de República. Pode ler e assinar aqui.