Será? Eu cá acho que ao fim 2 horas a 900 graus um gajo é só fumaça, está completamente, irreversivelmente, gasoso, etéreo, flutua no espaço sem peso nem dores nos rins...
NOTA Com o calor que por aí vai estas formigas recolheram-se aos subterrâneos da blogosfera, onde de vez em quando encontram algo que as faz sorrir. Este despropósito vem dum blog de campanha eleitoral, o CDU Portela 2009.
O comentário de Piscoiso é deste post no Blasfémias onde se fala de António Preto, pronunciado pelos crimes de fraude fiscal e falsificação de documentos e escolhido por Manuela Ferreira Leite para as listas do PSD.
Para além de lembrar a tal mala cheia de dinheiro, ficámos a saber que o dito Preto foi nomeado relator da comissão que vai fazer a transposição da directiva europeia de combate ao branqueamento de capitais.
A coisa chegou à caixa de Email, originária sabe-se lá donde, com a indicação de ser uma Circular Interna, verídica, de uma multinacional americana em Portugal, no Porto, contra o uso no local de trabalho da linguagem mais colorida da gente do Norte.
Fazendo um grande desconto à apregoada veracidade, e a alguns brasileirismos lá pelo meio, a coisa está bem esgalhada, reflectindo a resistência popular, libertária, e meio terceiro mundista, às modas e folclore empresariais que nos prometem o céu da competitividade e desenvolvimento. "It has been brought to our attention by several officials visiting our corporate Headquarters that offensive language is commonly used by ourPortuguese speaking staff.
Such behavior, in addition to violating our Policy, is highly unprofessional and offensive to both visitors and colleagues. In order to avoid such situations please note that all Staff is kindly requested to IMMEDIATELY adhere to the following rules:
1) Words like merda, caralho, foda-se, porra or puta-que-o-pariu and other such expressions will not be used for emphasis, no matter how heated the discussion.
2) You will not say cagada when someone makes a mistake, or ganda-merda if you see somebody either being reprimanded or making a mistake, or que-grande-cagada when a major mistake has been made. All forms derivate from the verb cagar are inappropriate in our environment.
3) No project manager, section head, or executive, under no circumstances, will be referred to as filho-da-puta, cabrão, ó-grande-come-merda, or vaca-gorda-da-puta-que-a-pariu.
4) Lack of determination will not be referred to as falta-de-colhões or coisa-de-maricas and neither will persons who lack initiative as picha-mole, corno, or mariconso
5) Unusual or creative ideas from your superiors are not to be referred to as punheta-mental.
6) Do not say esse-cabrão-enche-a-porra-do-juízo if a person is persistent. When a task is heavy to achieve remember that you must not say é uma-foda. In a similar way, do not use esse-gajo-está-fodido if a colleague is going through a difficult situation. Furthermore, you must not say que-putedo when matters become omplicated.
7) When asking someone to leave you alone, you must not say vai-à-merda. Do not ever substitute "May I help you" with que-porra-é-que-tu-queres? When things get tough, an acceptable statement such as "we are going through a difficult time" should be used, rather than isto-está-tudo-fodido.
8) No salary increase shall ever be referred to as aumento-dum-cabrão.
9) Last but not least after reading this memo please do not say mete-o-no-cu. Just keep it clean and dispose of it properly. We hope you will keep these directions in mind.
“Os direitinhas andam muito, muito, assanhados. Com a vitória do Paulinho Ranger como cereja no topo do bolo passou-lhes a vergonha toda. Pelos comentários, muito se borram também de medo que voltem aí os comunas para lhes azucrinar o juízo e lhes façam xixi na piscina. Deve ser uma frustração Pachequiana qualquer.
Explicar a esta senhora e aos seus fãs porque permitir o enriquecimento de uns quantos causa o empobrecimento de outros começa a parecer-se com ter que explicar porque motivo dois mais dois são quatro. Quando estamos no meio de uma crise gerada pela drenagem de riqueza dos mercados para esta ir parar aos bolsos de poucos este tipo de conversa tem tendência a causar urticária. Almeida Garrett já o explicou de forma suficientemente clara há século e meio. Marx também. Até o raio do Henry Ford, um dos maiores capitalistas de todos os tempos percebeu mais depressa do que os outros que se riram dele até lhes ter entrado a crise de 1929 pelo traseiro acima.
Esta gaja resumiu nesta treta de discurso toda a podridão do nosso querido mundo do capital: que se fodam os pobrezinhos, as seguranças sociais, os desempregados e mais o raio que os parta, o que importa é ilusão de poder ser rico. Sim, isso mesmo. Que se dane a democracia e mais o conceito de estado para a maioria e justiça social. O capitalismo atira-nos telemóveis, carros de luxo, spas mais caros que ordenados e a ilusão de que um dia podemos ter glamour a sair-nos pelo nariz como ranho e vendermo-nos como putas a esta canalha: os protegidos a quem nunca chega a crise, os brasonados e outros queques e betos, aos vigaristas e espertalhões que fazem leis e ditam a economia tanto quanto ditam a justiça.
Parece de que precisamos mesmo é de voltar a sentir fominha como há cem anos atrás para que percebamos o que é, afinal, realmente importante. Qualquer tipo de classe média ou abaixo que vote nesta cabra e séquito é BURRO. É BURRO por ser ele a pagar a crise enquanto vê o mercado dos artigos de luxo florescer porque aos ricos nada lhes falta; é BURRO duas vezes porque lhe falta o dinheiro para bens essenciais mas endivida-se para comprar o luxo que o capitalismo lhe atira como vantagens desde que nasceu; é BURRO três vezes por pensar que deixar uns tipos enriquecer mais do que merecem lhe vai trazer, a ele, prosperidade. É um ASNO por hipotecar o seu futuro e o dos filhos por gadgets, lâmpadas fluorescentes debaixo do carro e gajas com tetas de silicone.
A História, pelos vistos, existe para ser esquecida, como a matemática. Sorte é existir a estatística: um gajo como um frango, outro morre de fome mas não faz mal que no mundo civilizado toda a gente tem direito a meio frango.
Acham que a riqueza cai do céu aos trambolhões? Ela tem que vir de algum lado. Para uns terem a mais, outros têm de menos, a grande diferença entre agora e o século XIX vem do facto de a fronteira entre a soberba e a miséria se ter deslocado do interior dos países para fora deles. Pode ser, mesmo assim, que a crise mude esse aspecto, se assim continuar. Nunca se sabe, continuem a aumentar o número de desempregados até na nossa velha Europa e pode ser que os famélicos da terra surjam entre nós outra vez. Como a fome é a maior força de revolta que a História alguma vez conheceu, talvez um dia acordemos com uma à porta que a Globalização vai fazer dos bolcheviques a porra dos meninos do coro de Viena.
Abram os olhitos e vejam bem em quem vão votar. A estes laranjitas caiu-lhes despudoradamente a máscara: até o artista do Sá Carneiro teria vergonha, no seu tempo, de atirar alarvidades destas quando esquerda/direita ainda diziam algo à nossa sociedade e muito gente ainda andava a pão e água à custa do Botas & Companhia. Já agora: recomendo algumas fotografias antigas, é muito engraçado ver o Belmiro e outras múmias já sobejamente conhecidas à mesa do Estado Novo. Talvez isso abra alguns olhitos.
O que mais mete raiva é esta treta de partido “socialista” que se diz ter por cá. Enfiaram o conceito de “cada homem deve receber exactamente o que merece de acordo com a sua responsabilidade, mérito e formação” numa gaveta e agora andam a brincar aos estados sociais. Com políticas de tapa-buraco para idiota ver.
P.S. Até os américas já começaram a perceber. E o que temos nós por cá? Sarkozys, Merkels, Berlusconis, Chernes, um ex-JSD no poder e uma laranjita à espera de o tomar. Se calhar merecemos o que temos.”
Autor: Harpad do Nihlista, copiado do comentário #26 deste post do Blasfémias.
Não foi ao fim do dia, à mesa duma cervejaria, depois de emborcadas meia dúzia de bejecas.
O conselho de Fernando Ruas aos presidentes da Juntas de Freguesia para se organizarem e correrem à pedrada os vigilantes da natureza foi dado numa Assembleia Municipal da Câmara de Viseu, em que Fernando Ruas intervinha como Presidente da Câmara.
Ontem depois do tribunal o condenar a uma multa de dois mil euros, presidentes de Juntas de Freguesia presentes no julgamento, em sinal de solidariedade com Ruas, dispuseram-se a fazer uma colecta para pagar a multa.
Com o seu profundo silêncio, muitos outros têm também demonstrado a sua solidariedade com este destacado autarca do PSD.
Por exemplo, desde os mais de 300 presidentes de Câmara seus colegas, a quem não incomoda ter Fernando Ruas à frente da Associação Nacional de Municípios, passando pelos responsáveis do partido a que pertence, o PSD deste "portugal de verdade", até ao Presidente da República para quem esta coisa de políticos eleitos incitarem outros autarcas a apedrejarem agentes do Estado, se calhar faz parte do normal funcionamento das instituições democráticas que lhe compete assegurar.
Nota: Parte do tríptico, pertence ao post Cavaco só aponta o dedo aos miúdos, que é sempre oportuno recordar quando se fala dos silêncios de conveniência de Cavaco Silva.
Tenho dores fechadas em caixinhas, contra mim, contra ti, contra lá, contra os dias, que passam a meu lado; tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá, que me dizem estou aqui, estamos lá
ah diz-me lá, aaa diz-me aqui, oxalá, oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim, ao pé de mim..
tenho dores fechadas em caixinhas, contra mim, contra ti, contra lá contra os dias que passam a meu lado; tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá, mas que me dizem estou aqui, estamos lá..
aaaa diz-me lá, aa diz-me aqui, oxalá, oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim, ao pé de mim, ah oxalá te veja ao meu lado, ah oxalá te veja bem aqui, AI OXALÁ TE VEJA AO MEU LADO AO PÉ DE MIM, AO PÉ DE MIM…
Glória à Hermínia, ao Marceneiro e tais fadistas. Glória à ginjinha, ao medronho e à Revista. Glória, à Herminia, Glória Glória à Hermínia, ao Marceneiro e tais fadistas. Glória à ginjinha, ao medronho e à Revista.
Contra mim, contra ti, contra lá Contra aqui, contra ali, contra cá Contra mim, contra ti, contra lá
A única relação é o nome, mas fomos lá fazer uma visita e gostámos de que ouvimos.
"O grupo A Presença das Formigas reúne músicos de três países diferentes, mas a música que faz é, na sua essência, Portuguesa.
Esta inspira-se na Música Tradicional Portuguesa, nos seus tesouros anónimos, mas também no trabalho daqueles que à sua maneira e como ninguém elevaram essa mesma música a um grau de sofisticação inédito, os da chamada Música Popular Portuguesa (MPP).
A música da Presença das Formigas nasce então da admiração e respeito pelo referido património e da atracção irresistível pela inovação, pela escolha de caminhos menos óbvios, ou carreiros, já que de formigas falamos..."
O primeiro-ministro apontou, esta quarta-feira, como exemplo de um erro cometido pelo seu Governo nesta legislatura a ausência de um investimento volumoso na área da cultura, tal como aconteceu com a ciência nos últimos anos. Por estas bandas aguarda-se agora com compreensível ansiedade que o novo porta voz do Governo, que substituiu o inenarrável Vitalino, nos venha esclarecer se essa imperdoável falha do Governo aconteceu na cultura do grelo, ou na cultura do pepino.
Oliveira e Costa Talk Show, parece-me um título muito a propósito para a transmissão em directo das oito horas da audição parlamentar do antigo responsável do BPN.
Que o homem é um artista não restam dúvidas. E se lhe ganha o gosto, como pareceu acontecer à medida que o espectáculo se ia desenrolando, ainda vamos ter por aí mais umas surpresas.
Só acompanhei uma pequena parte da exibição, mas mesmo assim ainda deu para ter um daqueles momentos zen, quando Oliveira e Costa disse, com ar sério e convicto, que sempre evitou rodear-se de políticos nas suas actividades empresariais.
O título "Ter uma relação sexual não é beber um copo de água" é duma noticia do Expresso de hoje, 16/5, acerca da Educação Sexual nas Escolas, quem disse foi Maria de Belém, e quanto à noticia se quiserem vão lá ver, que eu já não tenho pachorra para estas cenas.
E o óbvio neste caso, é que os senhores magistrados e juízes que queiram aceitar cargos políticos, são perfeitamente livres de o fazer, na condição de, findas as funções politicas, não mais voltarem a ser juízes ou magistrados.
Até lá é mais que legitimo interrogarmo-nos: por cada caso destes que chega à comunicação social, quantos ficam ignorados do público? E de entre esses, quantos acabam por obter os resultados pretendidos por quem pressiona e corrompe?
Um velho aforismo de Fleet Street, "dog doesn´t eat dog", seguido pela gente da comunicação social de todo o mundo, transmite bem a ideia do espírito de grupo entre jornalistas, que tudo informam, investigam e denunciam, tudo, quer-se dizer, menos as práticas profissionais, por vezes mais do que duvidosas, dos próprios jornalistas.
Já entre os políticos, solidariedade, ou mais correctamente respeitinho, só para com o chefe do momento. Para além dos naturais ataques duns partidos para os outros, e dos já menos razoáveis entre facções do mesmo partido, há cada vez mais a tendência, a que não será estranho o seu crescente descrédito junto da opinião pública, para os políticos se tentarem demarcar da chamada classe politica, de que eles próprios fazem parte.
Seja duma forma mais subtil, à Obama, que, até ser seleccionado pelo Partido Democrata, se distanciou dos velhos políticos do establishment de Washington, ou duma forma mais manhosa, à Cavaco, que depois de militar durante anos num partido e participar num dos seus governos, acrescentando-lhe a seguir mais dez anos de Primeiro-ministro e chefe do PSD, se apresentou com a maior das latas à eleição presidencial de 2006 como um candidato distante, implicitamente acima, da política.
E agora aí temos, nesta ânsia de quererem disfarçar aquilo que são, no caso a gente demagógica e irresponsável a que estamos habituados, um cartaz do CDS que vai além da demarcação, e que é, vindo de políticos, um ataque desabrido aos próprios políticos: dog does eat dog.
Ou talvez não passe tudo duma espécie de “mea culpa”, em que a rapaziada do CDS nos vem dizer que desta vez é que vai ser a sério. Ou apenas uma piada lá entre eles, provavelmente dirigida a Paulo Portas, que quando andou por aí a brincar de governante, para além do visual, até mudou o tom de voz, passando a falar à ministro.
Nos anos 80 o figurão que na altura desempenhava na vida real as funções que nos habituámos a ver representadas por Sir Humphrey, na série televisiva "Sim, Senhor Primeiro Ministro", foi apanhado, a propósito do caso Spycatcher, a mentir com quantos dentes tinha.
Sir Robert Armstrong o então Head of the Civil Service, imperturbável e com a proverbial fleuma britânica, ou seja com a maior cara de pau, negou que tivesse mentido, embora admitisse que tinha sido económico com a verdade.
Com menor “savoir faire”, mas igual descaramento, o Conselheiro Loureiro, ontem na segunda ida à comissão parlamentar sobre o BPN, e a propósito das suas declarações iniciais sobre a compra da empresa BI de Porto Rico, com prejuízo de 38 milhões de euros para a SLN, volta-se ele para os deputados e pergunta “Qual era o meu interesse, o que é que eu ganho com isso, em dizer não não me lembro do nome? ”
Do nome ainda era o menos, o pior foi o Conselheiro Loureiro ter omitido na primeira audição, o que viemos a saber depois por outros depoimentos na Comissão Parlamentar, é que foi ele que iniciou, concluiu, e assinou o negócio da compra da empresa BI de Porto Rico, em relação ao qual se levantam suspeitas de ter sido uma forma de desviar os tais milhões da SLN, sabe-se lá para onde.
O que é que ele ganha em não ter assumido a sua responsabilidade no negócio, não sei. Mas tenho algumas sugestões que aqui deixo à vossa consideração: Para não o considerarem cúmplice das aldrabices que se fariam no BPN, e em que ele participaria? Para não parecer incompetente? Para não passar por vigarista?
Hoje o Publico diz-nos que quando confrontado por João Semedo e Honório Novo com a questão da reputação de El-Assir, participante no negócio, e que surge referenciado num relatório da Administração norte-americana como estando relacionado com o tráfico de armas, o Conselheiro Loureiro assegurou: “Sei que não se dedica ao comércio de armas, porque uma vez surgiu esse problema e eu perguntei-lhe directamente e ele disse que não”.
Só não se percebe para que é que precisamos de polícias, investigações, e tribunais, quando a maneira de esclarecer estas coisas será perguntar directamente aos envolvidos.
Método de que Cavaco Silva, que escolheu Dias Loureiro para o Conselho de Estado, também parece ser adepto quando em Novembro passado comunicou ao País não ter "qualquer razão para duvidar" da palavra do seu Conselheiro, que disse ter-lhe garantido "solenemente que não cometeu qualquer irregularidade" nas funções empresariais que desempenhou.
Entretanto segundo a Lusa, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse hoje que os 19 membros do Conselho de Estado lhe merecem "o maior respeito", escusando-se a fazer qualquer comentário em relação à permanência de Dias Loureiro naquele órgão.
"No Conselho de Estado existem 19 membros que estão sujeitos a um estatuto especial e todos me merecem o maior respeito e eu não faço nenhum comentário em relação a qualquer membro do Conselho de Estado", afirmou o chefe de Estado, quando questionado sobre as recentes declarações de várias personalidades a defender a saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado.
Eu, se pertencesse ao Conselho de Estado, não teria gostado nada destas declarações, a meter todos no mesmo saco, nem me agradaria nada ter por lá a companhia do Conselheiro Loureiro, nada mesmo.
A presença das formigas Nesta oficina caseira A regra de três composta Às tantas da madrugada Maria que eu tanto prezo E por modéstia me ama A longa noite de insónia Às voltas na mesma cama Liberdade liberdade Quem disse que era mentira Quero-te mais do que à morte Quero-te mais do que à vida