
Nesta versão pós-moderna duma fábula de Esopo, ouvida ontem à noite no Bairro Alto, enquanto os coelhos do BE passam a vida no truca truca, e alegadamente a fumar uns charros nos intervalos, no PS temos um Coelho esforçado, que se desmultiplica pelos Conselhos de Administração da Mota Engil, Martifer, e sei lá eu que mais.
O que é que o Coelho do PS tem a ver com a concessão do terminal de contentores de Alcântara à Mota Engil, ou com a atribuição pelo Governo do euromilhões dos painéis solares que hão-de aquecer os lares dos portugueses, à Martifer e à Siemens, deixando as outras duas mil empresas de painéis na mais completa escuridão, é coisa que se o prezado leitor ainda não descobriu, também não espere que seja eu a contar-lhe.
Moral da estória: enquanto as duas notas de cem do Dr. Louça estão para ali meio sonsas, incapazes de dar uma queca, quanto mais de se reproduzirem, os milhões de eurós dos patrões do Eng. Coelho, sem crise ou com crise, não param de se multiplicar.
