terça-feira, 12 de maio de 2009

A propósito das pressões e do Inquérito
Já agora era bom que alguém se lembrasse do óbvio.











E o óbvio neste caso, é que os senhores magistrados e juízes que queiram aceitar cargos políticos, são perfeitamente livres de o fazer, na condição de, findas as funções politicas, não mais voltarem a ser juízes ou magistrados.

Até lá é mais que legitimo interrogarmo-nos: por cada caso destes que chega à comunicação social, quantos ficam ignorados do público? E de entre esses, quantos acabam por obter os resultados pretendidos por quem pressiona e corrompe?

Eurojust chief embroiled in Portuguese corruption scandal

2 comentários:

Porfirio Silva disse...

Com o devido respeito, não me parece solução excluir uma "classe" do exercício de cidadania que é a política.
Aliás, estive tentado a ler o post de outra maneira: andam atrás do homem por ele ter sido governante na mesma trincheira do partido que está agora no governo. Será?

Eduardo Lapa disse...

A cidadania politica não se exerce apenas no desempenho de funções governamentais.

Não só por uma questão de principio, separação de poderes, mas sobretudo pratica, veja-se os resultados que isto dá, acho que neste, como noutros casos, deve haver algumas limitações.

Um dos resultados indesejáveis, e quase inevitáveis, destes percursos é o que aponta na segunda parte do seu comentário, com qual concordo.

Tudo o que possa contribuir para este ambiente de chicana e desconfiança politica deve ser, tanto quanto possível, evitado.