domingo, 8 de março de 2009

Versão pós-moderna duma fábula de Esopo:
A multiplicação dos coelhos do BE e a desmultiplicação do Coelho do PS.










Nesta versão pós-moderna duma fábula de Esopo, ouvida ontem à noite no Bairro Alto, enquanto os coelhos do BE passam a vida no truca truca, e alegadamente a fumar uns charros nos intervalos, no PS temos um Coelho esforçado, que se desmultiplica pelos Conselhos de Administração da Mota Engil, Martifer, e sei lá eu que mais.

O que é que o Coelho do PS tem a ver com a concessão do terminal de contentores de Alcântara à Mota Engil, ou com a atribuição pelo Governo do euromilhões dos painéis solares que hão-de aquecer os lares dos portugueses, à Martifer e à Siemens, deixando as outras duas mil empresas de painéis na mais completa escuridão, é coisa que se o prezado leitor ainda não descobriu, também não espere que seja eu a contar-lhe.

Moral da estória: enquanto as duas notas de cem do Dr. Louça estão para ali meio sonsas, incapazes de dar uma queca, quanto mais de se reproduzirem, os milhões de eurós dos patrões do Eng. Coelho, sem crise ou com crise, não param de se multiplicar.

6 comentários:

Daniel Santos disse...

pelos visto os Euros de Coelho são de uma espécie bastante fecunda.

os meus são muito menos reprodutivos e vão desaparecendo durante o mês.

Anónimo disse...

"meias sonsas"!!!. Se fosse muito ou pouco seria "muitas sonsas" e "poucas sonsas",não? Não, os advérbios são invariáveis. Logo diz-se "meio sonsas".Os erros gramaticais abundam pelos Blogues. Será que muitos dos bloguistas já são da geração educada no "eduquês", e, portanto, não sabem o que são verbos?

Aristes disse...

Tem toda a razão. As minhas desculpas à blogosfera. Vou já corrigir.
Obrigado.

A. Moura Pinto disse...

Bem visto. O azar dos coelhos do FL é estarem na toca e não na doca... o que sempre faz a sua diferença.

manuel gouveia disse...

Coelho, Loureiro, enfim a boa rapaziada que depois de ter "servido" o país... agora... não estão à espera que eu vos explique pois não?

Anónimo disse...

JUSTIÇA DISTRIBUTIVA PARA FORMIGAS E CIGARRAS
Octávio Luiz Motta Ferraz
A VIRTUDE SOBERANA — A TEORIA E A PRÁTICA DA IGUALDADE,de Ronald Dworkin.
São Paulo: Martins Fontes, 2005.