sábado, 7 de fevereiro de 2009

Crónica dos bons patrões, por Manuela Ferreira Leite.






Haverá por aqui mais alguns que eu possa despedir?



Numa semana em que se multiplicaram as notícias da forma como os patrões começam a aproveitar as “oportunidades da crise”: encerramento de actividades, layoffs e despedimentos, em muito casos sem fundamentação económica e no desrespeito da legislação em vigor; a Drª Manuela Ferreira Leite, que além de ser doutra época parece também viver noutra dimensão, vem tentar convencer-nos, na sua semanal crónica do Expresso, que “A responsabilidade social das empresas tem-se afirmado e progredido ao longo dos últimos anos e traduz a consciência social dos empresários e o seu relevante papel numa mais justa redistribuição de rendimentos”.

Provavelmente estava a pensar em Américo Amorim, que de acordo com o ranking dos podres de rico é o rico mais rico de Portugal, e que sem perder tempo se chegou logo à frente, anunciando o despedimento de 193 trabalhadores, a maioria dos quais com salários mensais entre os 500 e 600 euros.

4 comentários:

Ana Sofia Couto disse...

E ainda por cima, segundo ouvi há dias, algumas das empresas que vão despedir trabalhadores tiveram lucros astronómicos... Giro.

A lupa de alguém disse...

Pois agora é esse sr. Amorim o homem mais rico de portugal, já lá vai o tempo em que era o sr. Belmiro - o meu patrão-

Aristes disse...

Mas agora o Sócrtes vai lixar os dois, vai cortar-lhes a dedução no IRS das despesas de educação dos filhos.

A. Moura Pinto disse...

Sempre na origem das grandes riquezas houve coisas a cheirar mal. Bom seria que houvesse a coragem para contar a história toda deste senhor...